A verdade sobre Dom Faure, por R.P. Frei Juan de Jesús O.M.Carm.
Original em Espanhol: https://archive.org/details/carta-abierta-a-mons-williamson-comp
Arquivo de Dados sobre a Genealogia Judaica de Dom Faure, Dom Galarreta, Padre Calderón e demais Bispos e Padres envolvidos na Rede Internacional Judaica Infiltrada na FSSPX: https://archive.org/details/informacion-sobre-el-p.-faure
Tradução Portuguesa: https://archive.org/details/dossie-fraternidade-de-la-reja-recuperacao-automatica
Tradução Inglesa: https://archive.org/details/denounce-against-mons-faure-and-the-infiltration-in-the-tradition
| Dom Williamson e Dom Faure |
25 de abril de 2014
R.P. Frei Juan de Jesús O.M.Carm.
França 1262 Colônia Moderna.
C.P.44190 Tel. 33-12-04-86-57
Guadalajara Jalisco.México
À atenção de S.E.R. Dom
Richard Williamson
Envio as minhas saudações à Vossa Excelência
Reverendíssima, orando a Nosso Senhor Jesus Cristo para que vos guarde em
abundantes bênçãos e boa saúde nestes tempos calamitosos.
Não sei se Vossa Excelência se lembra de mim, mas ouso, uma vez mais,
dirigir-me novamente à Vossa excelência depois de lhe ter comunicado
pessoalmente, há cerca de vinte e cinco anos, muitas informações sobre os
graves eventos do Seminário de La Reja, na Argentina. Conheceis-me então como o abade
Sergio Ruiz Vallejo, mas tendo abraçado desde então a vida religiosa carmelita, agora
trago o nome de Frei Juan de Jesús.
Na Época, enviei as informações acima referidas não só à Vossa
Excelência, mas também a todos os Superiores de distrito e do seminário da
FSSPX a fim de solicitar deles que apoiem o meu pedido de um inquérito sobre as
infiltrações no seio da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, especialmente no
Distrito da América do Sul, e se necessário em toda a Irmandade. Infelizmente, apenas um dos meus
destinatários respondeu: concedendo-me apenas o seu apoio espiritual, e
outros - anos depois, portanto, demasiado tarde - deram-me a afirmação que o que
afirmámos era verdadeiro e que tínhamos de avançar sem desencorajar. Mas eu já tinha sido expulso da Irmandade
e não podia fazer mais nada a esse respeito. Ora, eu ouço com preocupação não só que os principais
dentre aqueles que nós denunciamos, no
caso do Seminário de La Reja e do Distrito da América Latina da época colaboraram com Vossa Excelência, mas também que vai ao ponto de considerar a
consagração episcopal de um deles. É por todas estas razões que quebro
o meu silêncio de vinte e cinco anos por esta
carta aberta, tanto mais que já não estou de modo algum sujeito ao segredo
canônico como estava na época.
Vossa Excelência, vejo-me obrigado, em boa consciência, a escrever-lhe novamente pelas mesmas razões, porque as pessoas em causa são as mesmas que
daquela época. Escrevo-vos para vos pedir, pelo amor de Deus e pela vossa
salvação eterna, que considere que se essa sagração ocorrer, ela poderá causar gravíssimos danos à Santa Igreja, e a todos os fiéis e sacerdotes que procuram escapar da traição dos Superiores da FSSPX
procurando refúgio de vós.
Vossa Excelência teve conhecimento na época - eu pessoalmente me
certifiquei disso - das graves acusações que pesavam sobre Jean-Michel Faure,
então Superior do Distrito da América Latina, bem como sobre alguns dos seus
associados, em particular o seu protegido, o abade Alvaro Calderón. Inexplicavelmente,
estes - entre outros - foram defendidos por Franz Schmidberger, então Superior Geral, que espezinhou e
violou impunemente de uma maneira incrível todos os procedimentos estabelecidos
a título vinculativo no Código de Direito Canónico para o tratamento deste tipo de casos em que a fé ou a
religião estão em risco¹.
Interroguei-me se a sua intenção de consagrar o interessado se devia ao
facto de, com o
passar dos anos, as informações em questão foram retiradas da sua memória,
talvez solicitado por tantos destes casos
graves que cabe a qualquer bispo ocupar-se. Se for este o caso, e se já não tiver na sua posse os
documentos que lhe enviei na época, devo
dizer-vos que ainda os possuo e que me ofereço para vos enviar novamente, se
necessário.
É preciso que saiba que, se for necessário, tornarei público por
todos os meios apropriados aquilo que me limitei a comunicar às autoridades
competentes. Não há nenhuma ameaça à Vossa Excelência; desejo simplesmente
informá-lo de que, se chegar a esse ponto, será apenas para cumprir o meu
dever de avisar aos fiéis do perigo, para que saibam a quem entregam suas almas
e as de seus filhos.
Que Nosso Senhor vos ilumine
“Quem
não se deixa vencer pela verdade, será vencido pelo erro”
-Santo
Agostinho
Esta é uma declaração que
necessariamente devo¹ tornar pública depois da minha carta aberta à S.E.R
Mons. Richard Williamson do dia 25 de abril de 2014², e por consequência da
consagração episcopal do R.P. Jean Michel Faure.
O objetivo desta carta é
cumprir o aviso que dei a S.E.R Mons. Williamson de que se ele consagrasse o R.P
Faure como bispo, eu seria obrigado a alertas às almas do perigo de tal
consagração, tornando-a pública para às almas do perigo de tal consagração, e tornando
público o que sei sobre o dito R.P Foure, que tem ao longo de sua trajetória
coisas o suficientemente graves para desconfiar profundamente
dele com sólido fundamento.
Quero começar dizendo que
depois da dita carta aberta à S.E.R. Mons. Richard Williamson, não me estranhou
em absoluto que não tenha havido por parte do clero uma resposta além de um
profundo e cômodo silêncio, silêncio pior do que o silêncio que guardou o clero
há 25 anos quando aconteceu a crise do Seminário de La Reja, Argentina, quando fizemos uma denúncia sobre a infiltração na FSSPX, crise que narro nesta carta.
A razão de seu silêncio só o sabe eles e Nosso Senhor. Um silêncio pior, digo, porque há 25 anos, pelo menos, recebi uma carta de um superior do Distrito da
Fraternidade dando-me o seu apoio moral, e a atitude do resto foi desaparecer ou calar apesar de que alguns tinham sido testemunhas de coisas
muito graves. Deus os perdoe.
Hesitei muito entre a conveniência de escrever ou não o que digo aqui,
duvidei seriamente sobre
se teria alguma utilidade escrever estas coisas num ambiente onde por causa de
tanta disputa e difamação existe uma
profunda desconfiança e desorientação. Sei bem que estas coisas são difíceis e que você possa não dar crédito ao que
eu vou dizer aqui. No entanto, eu faço porque Deus me concedeu ter bem claras duas coisas: a primeira, o
entender que a verdade por sua própria
natureza não leva à confusão, mas a dissipa, tudo é questão de tempo. E a
segunda, o ter claro que assim como é impossível
provar que o falso é verdadeiro, igualmente é impossível provar que o verdadeiro é falso. Assim,
como o que digo aqui é verdade, infalivelmente o tempo confirmará a
veracidade de minhas palavras. Mantenho-me, pois, aos tempos marcados por
Deus.
Durante 25
anos, mantive-me em silêncio sobre o que vou agora dizer aqui, e agora estou
a falar porque já não estou obrigado a guardar o segredo canônico como em outro
tempo. Naqueles tempos só o denunciei quando o deveria ter feito - como era
meu direito ³, e até minha obrigação grave 4 -,
às autoridades correspondentes que foram responsáveis pela investigação e
julgamento de assuntos tão delicados. Eu, pela minha parte, mantenho o estrito
sigilo que, em tais circunstância, é exigido guardar no Código de Direito
Canônico5.
Durante esse longo tempo,
acreditei ingenuamente que o pesadelo das lutas vividas tratando de defender a
minha antiga congregação6 que havia ficado definitivamente atrás e
que eu poderia refugiar-me em Deus no claustro carmelitano. Mas agora vejo que
foi apenas um tempo de descanso que Nosso Senhor me concedeu nesse assunto. Os
acontecimentos atuais são tais que não posso, em consciência olhar para eles em
silêncio e não fazer nada.
Tremo pela imensa
responsabilidade que implica diante de Deus escrever estas coisas, mas tenho
mais razões para temer pela minha alma se não o fizer. Peço a Nossa Senhora do Monte
Carmelo que me proteja e me conceda a graça de cumprir com meu dever com
veracidade, mas sobretudo com caridade para com todos, incluindo os nossos
inimigos.
Rogo por amor de Deus
para aqueles que lerem este artigo tentem lê-lo sem paixão ou preconceito.
Peço-vos também que tenham paciência na leitura de algo que eu considero
fundamental e que devo dizer primeiro com uma introdução. Algo que pode ajudar
muito a ver as coisas desde a perspectiva em que eu as vivi.
Eu creio que a todos nós tem acontecido que temos visto sem olhar, para
dizê-lo de outro modo,
que temos vivido eventos sem perceber em absoluto a sua importância. Ou
também nos acontece que, mesmo se
conseguirmos perceber algo irregular no que estamos vivendo, porém não
conseguimos entender coisas que nos parecem raras, sem sentido e até contraditórias. Mas vem a resultar finalmente que
essas coisas que por um momento nos foram
inexplicáveis e estranhas, com o passar do tempo, pouco a pouco durante dias, meses, ou mesmo anos-, acabam se esclarecendo. Todas
as coisas, por mais obscuras, complicadas
e confusas que sejam, com o tempo começam a clarear-se e a tomar sentido até
tomar força de evidência, e termina um dizendo
"...agora compreendo".
Quem não tem experimentado
isso em sua vida? Isso aconteceu comigo também ao longo da minha vida clerical,
em um caminho cheio de tão profundas
provas como seminarista e sacerdote, que agora, quando olho para trás, agradeço a Nossa Mãe por me ter sustentado
e impedido que eu tivesse perdido a fé com tantas decepções.
Quando ainda
era um leigo, tinha ouvido dizer que havia infiltração na Santa Igreja e pensei
ser muito claro a esse respeito. Eu pensei que era muito claro, mas uma coisa é
ser esperto ou ler sobre isso em livros, e outra bem diferente é encontrá-lo e
enfrentá-lo.
Assim, com o passar dos
anos na vida clerical, muitas coisas foram se esclarecendo e configurando até
que ficou patente, não só para mim, mas também para outros sacerdotes e
seminaristas que, por mais difícil que seja acreditar, havia uma verdadeira rede
internacional composta de pessoas situadas entre o clero e os membros7
da FSSPX - a qual chamo “A rede”-, que
em contato entre eles sabotavam e dificultavam o trabalho da congregação em
todos os níveis, trabalhando como uma equipe coordenada, que se tornou evidente
porque as suas atividades não eram de forma alguma incoerentes ou erráticas - o
que acontece quando os indivíduos atuam desligados entre si, e por atuar cada
um por seu lado lhe falta unidade de ação e de objetivos-, mas que em conjunto
foram claramente seletivos e de acordo
com os seus objetivos, e tudo isso em claro interesses contrários aos da
Igreja Católica. Para dizer de outro modo, com o tempo terminou sendo óbvio
que tinham em comum uma linha doutrinal e de ação que era definitivamente anticatólica, completamente perigosa e destrutiva para a Igreja. E isto foi o
que motivou nossa denúncia8 e a petição de uma investigação sobre a
infiltração na Fraternidade Sacerdotal de São Pio x.
Nos acontecimentos anteriores, o R.P. Faure teve um papel decisivo como
parte do grupo internacional que já
mencionei antes. Por estas e outras razões que mencionarei depois foi que pedimos uma investigação desta rede de pessoas
localizadas entre a paróquia e o clero16, e em especial que se investigasse o R.P. Faure.
Inúmeras vezes o R.P. Faure fez coisas pelas quais havia que ter um
cuidado especial com ele, como ser um intrigante verdadeiramente temível,
ouvir através das extensões conversas telefônicas de outros17 ou fazer coisas tais como
esperar que um sacerdote estivesse rezando
a Santa Missa ou expondo o Santíssimo Sacramento para entrar e revistar o
quarto deste.
Uma coisa muito mais grave, e que fez em repetidas ocasiões, foi levar homossexuais como vocações sacerdotais aos
seminários de La Reja na Argentina e ao seminário menor de El Passo, Texas, nos Estados Unidos. No entanto, em uma
de suas viagens aos Estados Unidos, o P. Faure comentava que "no Seminário da Reja Argentina havia problemas de
homossexualidade", mas se calando muito bem nessa ocasião que era
ele mesmo quem levava ao seminário homens notoriamente18
afeminados para ingressá-los como seminaristas, os quais, não é de mais dizê-lo, terminavam depois
expulsos pelo então Reitor do seminário, o R.P. Morello, por causar problemas com suas peculiares inclinações. O
P.Faure causava o problema e logo o criticava utilizando-o contra o Seminário.
Como pode explicar-se benignamente uma ação como esta? Temos que aceitar pelo menos a possibilidade de que poderiam
ser verdadeiras técnicas de uma malícia extrema e refinada, além de muito eficaz19 para destruir
sabotando e desprestigiando.
Fui testemunha igualmente de como, por meio de intrigas e o desprestígio sistemático, ele absorvia tudo o que podia de todas as obras da FSSPX em que a "A Rede" não estivesse o suficientemente presente. Assim o fez nas cidades de Cuernavaca, Guadalajara e Torreón no México, todas elas com uma grande paróquia em potencial na época. Sua sabotagem tornou-se tão clara que até paroquianos chegaram ao ponto de acusá-lo disso - estando ele mesmo presente - perante o Superior Geral, Franz Schmidberger, ou como aconteceu uma vez em Torreón, onde uma paroquiana tentou desesperadamente explicar a Mons. Bernard Fellay - que não falava espanhol -, de como o R.P. Faure "não queria que se fundasse um priorado nessa cidade".
É verdade que as intrigas e coisas como as anteriores podem ser devidas
não só à infiltração,
mas também ao maquiavelismo, que é fruto da miséria e ambição20
humana como acontece em muitos casos, mas, no entanto, no caso de R.P. Faure e seus amigos da "Rede", há fatos que não se podem explicar apenas com a
simples ambição ou miséria humana.
“Coincidência”?
1° O R.P. Faure e suas viagens:
O R.P. Faure partiria de viagem durante longas
temporadas e ninguém sabia onde estava. Uma vez no México, disse-me que ia viajar e que se eu
precisasse de algo o avisaria através de um de seus paroquianos de confiança da "A Rede", é
claro-, e que tal pessoa seria a intermediaria em toda a comunicação
entre ele e mim durante esse tempo. Além disto, embora isto seja muito secundário, obviamente é errado porque vai
contra os procedimentos eclesiásticos, prejudicando a cadeia hierárquica de
comando.
Fiquei muito preocupado quando uma vez descobri onde ele tinha estado
numa das suas viagens. Aconteceu assim:
Em uma de suas visitas ao México,
o R.P. Faure, deixou por descuido seu passaporte sobre um móvel do quarto da casa onde
estava hospedado, e uma das pessoas proprietárias
da casa entrou no quarto onde estavam hospedando o R. P. Faure, e vendo o
passaporte, o tomou e o verificou-o22 e afirma que havia carimbos
no passaporte de sua estadia na União
Soviética.
2° A morte do Sr. Faure:
Este é um fato de que fui testemunha ocular em companhia dos agora
sacerdotes Ricardo Olmedo
e José de Jesús Becerra Rodríguez - também testemunhas oculares -, no tempo em
que ainda éramos seminaristas no
Seminário de La Reja, na Argentina. Tal feito tem por suas características, implicações extremamente graves,
especialmente porque foi nada menos que do Superior de Distrito da América Latina da FSSPX.
Devo dizer que ele não nos convidou a entrar a sua casa em nenhum
momento, até este ponto tudo estava sendo realizado no exterior da casa. A situação era muito desconfortável,
uma vez que nestas circunstâncias o
costume cristão é ir para as casas para rezar pelos defuntos, e ele não nos
estava convidando a entrar para rezar por seu
pai. Por esta razão, eu não sabia o que fazer porque por um lado me envergonhava obrigá-lo a convidar-me a entrar,
e por outro lado, me envergonhava também ir sem fazer oração pela alma do falecido pai do meu superior distrital. E das
duas opções optei pela qual julguei mais
caridosa e disse-lhe: "Padre, podemos entrar e rezar algo pelo seu pai? O
padre hesitou notoriamente alguns instantes diante da pergunta e por fim disse:
“Bem...sim...vamos”24.
-A cena era de uma austeridade extraordinária, e
tão estranha, que nós os três seminaristas ficamos de pé olhando aquilo com
assombro, e então o P. Faure nos fez reagir, dizendo ao ajoelhar-se:
"Bem... vamos rezando umas aves Marias..."
-Nos ajoelhamos também e respondemos, creio, três
Ave-Marias e um Glória. imediatamente nos despedimos e voltamos ao
seminário.
-Quero acrescentar ainda, que não vimos ninguém
mais na casa, só vimos ali o P.Faure e o defunto, e se havia mais pessoas lá,
estas mantiveram-se todo o tempo fora de nosso alcance.
-O que presenciamos: Junto aqui três desenhos do que vimos, e começo
dizendo que o defunto que mais me
impressionou na minha vida foi este, tinha uma cor impressionantemente
desagradável, como se fosse feito de borracha, e isso me pareceu porque tinha
alguma maquiagem. Tinha posto um traje, e tinha
bandagens à volta do pescoço25 e estas subiam
Todos podem facilmente verificar por si mesmos nas
bibliotecas e na internet que estas práticas, sobretudo quando se dão juntas,
são típica e inconfundivelmente judaicas, tais como:
1) O uso de uma espécie de
mesinha ou maca muito austera sobre a qual o defunto é posto.
2) As mãos juntas com as
munhecas atadas uma com outra com faixas.
3) A cabeça enfaixada para
que não se abra a mandíbula.
4) A ausência total de
imagens.
5) O uso de assentos
incomuns e desconfortavelmente baixos.
6) Os pés virados para a
entrada
Nesse tempo, não disse nada ao R.P. Morello sobre o que tínhamos visto, e a
razão disso foi porque,
apesar do raro fato, pensei ignorantemente que era um costume francês ou dos
franceses da Argélia26, ou algo do gênero, evidentemente não
entendemos então o que tínhamos visto. Só
com o passar dos anos e pela persistente e forte impressão que tinha de que o que tínhamos presenciado era algo de ordem
religiosa não católica, eu comecei a perguntar e a investigar tentando
compreender o que tínhamos visto. E
consegui obter informações muito preocupante
sobre as práticas funerárias judias, a tal ponto, que viajei pela primeira vez
à Suíça para comunicar ao próprio
Fundador da nossa Congregação, D. Lefebvre, sobre o que tínhamos presenciado na casa do R.P. Faure.
E quando já estava no seminário de Ecône, na Suiça – que era onde estava
Mons. Lefebvre – me encontrei ali com um grande amigo de juventude no México, o
R.P. José Oscar Neri, que me perguntou o motivo da minha viagem, e eu lhe
contei então o que ia fazer e o que tínhamos testemunhado na casa do R.P Faure.
O R.P Neri compreendeu imediatamente a gravidade do assunto e me disse: “Não
vás dizer nada disto a Mons. (Lefebvre), ouça-me, ele não vai acreditar em ti. Monsenhor
confia muito no P. Faure, espere, não lhe diga ainda, espere o momento
oportuno, se lhe disser agora, ele não acreditará em ti e vai ser
contraproducente.” Suas razões me convenceram, e por incrível que pareça,
regressei ao México sem tratar do assunto com o nosso Padre e Fundador. Este
foi em resumo minha primeira viagem.
Não muito tempo depois, e tendo em conta os acontecimentos alarmantes
que continuaram a ocorrer na América do Sul, decidi voltar a Ecône pela segunda vez para discutir o
assunto de uma vez por todas com Mons. Lefebvre, mesmo sabendo perfeitamente
que era quase certo que não ia acreditar em mim. Então felizmente me ocorreu a ideia de pedir ajuda ao sacerdote em que
mais confiava: O R.P. Morello. Nessa
altura, já tinham conseguido que o R.P. Morello fosse removido de seu cargo de
reitor do seminário de La Reja e havia sido transferido para o Priorado de
Santiago do Chile - creio -, como Prior.
Então liguei
para o Chile, entrei em contato com o P. Morello e lhe disse que estava prestes
a viajar para Suíça para falar com Mons.
Lefebvre e que eu estava em necessidade imperiosa
de que alguém de confiança me acompanhasse e que dominasse o suficiente o
idioma francês e que ele era a pessoa ideal, além de ter também a vantagem inestimável
de ter sido testemunha de muitas coisas
que precisavam ser denunciadas. A resposta dele foi que estava disposto a ir, mas que antes tinha que pedir
permissão para poder viajar a Europa. Pediu tal permissão pois, alegando razões graves, e esta permissão lhe foi
concedida aparentemente, graças à intervenção
direta do próprio Mons. Lefebvre27.
Viajei então a Buenos Aires e de lá para o Chile, foi então quando lhe
contei oralmente[JS1] o que tinha presenciado anos atrás quando me
enviou para casa do R.P. Faure para lhe dar a sua mensagem28 e como
tudo isso correspondia aos costumes judaicos, além de que não há nenhuma
religião em França com práticas similares exceto a judaica. Posteriormente,
também lhe forneci cópias de alguns livros onde se fala de práticas como estas
nas diferentes seitas judaicas - cópias que aparentemente ainda conserva -. De
Santiago no Chile partimos para Buenos Aires de onde tomamos o voo rumo a Madri
e de lá à Suíça (ver nos documentos anexos).
Na nossa entrevista, Mons. Lefebvre não escondeu sua preocupação ante a
gravidade das acusações
e da situação. Escutou atentamente o referente ao que vi na morte do pai
do R.P. Faure e disse que havia que apresentar
um relatório de tudo aquilo por escrito ao R.P. Schmidberger que era então o Superior Geral da congregação.
A posterior atuação do R.P. Schmidberger ante nossas denúncias superou
nossos piores temores, já que se dedicou
abertamente a defender com assombrosa parcialidade aos acusados, violando flagrantemente tudo o que o
Código de Direito Canônico manda observar em casos tão graves como estes,
por exemplo:
2° Violou o sigilo canônico dando a conhecer oralmente[JS2] e por escrito, ao redor do mundo inteiro, muitas
coisas reservadas e dando os nomes dos acusados e dos denunciantes, o qual vai
diretamente contra o cânon 1943, que manda claramente: “A inquisição sempre
deve ser secreta e deve ser praticada com máxima cautela, para que o relato
do crime não se espalhe nem se ponha em perigo o bom nome de ninguém”.
3° Ignorando os testemunhos e provas apresentados e recusando-se mesmo a ouvir as testemunhas,
apesar de nós, os denunciantes, termos cumprido o mandado no cânon 1937 que
diz: "Aquele que denuncia um crime deve fornecer ao procurador os meios
para provar o mesmo crime".
4° O P. Schmidberger sustentou que "ele mesmo fez a
investigação", o que vai
diretamente contra o cânon 1941 parágrafo 3, o qual manda: "O
INQUISIDOR NÃO PODE ATUAR COMO JUIZ NO MESMO CASO".
No âmbito de todas estas violações do Código de Direito Canónico, o R.P Schmidberger iniciou uma verdadeira campanha em todo o mundo defendendo os acusados de "A Rede" e inverteu as coisas por completo cometendo todo tipo de injustiças, e transformando os acusadores em acusados, dedicou-se a difamar-nos aos denunciantes apresentando-nos publicamente como parte de "um complô de caluniadores contra a unidade da FSSPX"29 alegando "provas que ele tinha", provas que certamente ninguém jamais viu. Proibiu que os denunciantes de comunicarem uns com os outros mesmo sob pena de expulsão, e se dedicou a nos desmantelar, impondo-nos silêncio por "obediência" e nos isolando-nos, mandando-nos afastar uns dos outros. Mas o mais assombroso foi sua feroz defesa de todos os acusados, tornando-os intocáveis, mesmo aqueles denunciados por problemas de imoralidade, como foi no caso de Carlos Urrutigoity – um modernista e membro da "A Rede", que denunciamos pela sua homossexualidade-, que foi defendido também pelo P. Calderón e a sua família, os quais intercederam fortemente por ele juntamente com Mons. De Galarreta. A posterior atuação de Urrutigoity e os escândalos que vem dando desde dos E.U.A até a América do Sul - incluindo entre os modernistas -,30 mostram que nossas denúncias e advertências sobre Urrutigoity também eram verdadeiras.
Em vista da má disposição demonstrada pelo P. Schmidberger no seu flagrante desprezo do Direito Canônico e a grande quantidade de falsidades de sua versão oficial do problema,31 me vi obrigado -a fim de desmascará-lo e a seus cúmplices o quanto antes para as principais autoridades da FSSPX[JS3] -, para enviar pessoalmente, pela DHL, cerca de vinte encomendas[JS4] para todo o mundo dirigidas aos principais superiores da FSSPX - incluído, entre eles, Mons. Richard Williamson, cada encomendas continha mais de um quilograma de depoimentos, provas e até gravações onde se pode ouvi-los dizendo todos os tipos de falsidades e violar o Código de Direito Canônico (ver a fotografia do conteúdo nos documentos anexos) e, no entanto, a reação da maioria a todas essas informações e provas foi nula, e apenas um deles, o então Superior de Distrito dos Estados Unidos o R.P. Francois Laisney - que Deus o abençoe -, me respondeu caritativamente com evidente boa intenção, pedindo-me que me submetesse humildemente e guardar silêncio imitando a Nosso Senhor32. No entanto, isso não era possível, já que submeter-se e guardar silêncio ante essa mentira que apresentava aos acusados de infiltração como inocentes caluniados e os fiéis à Santa Igreja como caluniadores implicava, falando pura e simplesmente: tornar-se cúmplice de uma mentira e de uma calúnia monstruosas, e ao mesmo tempo aceitar publicamente como verdadeira tal mentira e calúnia oficial como as trinta moedas de prata a serem pagas como preço da nossa permanência na congregação. Não se pode guardar um traidor e só na aparência de um "virtuoso" silêncio diante da destruição da Igreja. Evidentemente não era possível, em consciência, seguir esse conselho, por muito bem intencionado que fosse, porque é heróico e virtuoso permanecer em silêncio quando o mal que se sofre é pessoal, mas não quando a Igreja ou o bem comum são os que estão em jogo.
Me pergunto juntamente com os outros que acabamos por sair da FSSPX pelo "crime" de tentar defendê-la: Por que o R.P. Schmidberger e os seus fizeram todas estas coisas? Talvez ninguém vai saber com certeza nesta vida, além disso, o coração humano está cheio de obscuridades dentro das quais só Deus pode ver. O que eu estou dizendo aqui sobre eles não é motivado pelo desejo de vingança - não lhes guardo pessoalmente rancor -, mas digo devido às necessidades presentes da Santa Igreja. Que Deus tenha piedade de suas almas e da minha.
Quero
acrescentar, para terminar este tema, que poucos anos depois destes
acontecimentos, alguém que estava de passagem pelo México nos transmitiu uma
mensagem verbal da parte de dois sacerdotes -cujos nomes não devo dizer agora,
que tinham estado contra nós na crise do Seminário de La Reja, e a sua
mensagem, tão breve como eloquente, era a seguinte: "Vocês tinham
razão, sigam em frente, não desanimem, o que estão fazendo é de Deus".
Devo dizer aqui a esses dois sacerdotes - se é que chegam a ler este escrito[JS5] - que foi para mim uma grande alegria e um grande conforto
receber a sua mensagem e que eu estive por muitos anos com o desejo de saber o
que lhes abriu os olhos e acho que seria de grande valor para a Santa Igreja e
as almas que, diante dos acontecimentos presentes, dessem o seu testemunho e dissessem
como ficaram desiludidos.
ALGUNS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS
1° Jamais disse que o Sr. Faure teve um enterro judeu, como
o Sr. Faure tem repetido maliciosamente ao longo de muitos anos para confundir.
O que eu
disse e continuo mantendo, é que EM SUA CASA - ou seja, ANTES
das cerimônias católicas e o enterro que se realizaram DEPOIS -, vimos algo que não tinha nada de católico. O que quer que tenha
acontecido depois no seminário ou no cemitério são coisas muito diferentes.
2° Houve uma confusão sobre a identidade de uma das testemunhas,
confusão que causou muitos problemas e que continua a causá-los até hoje, a
qual foi provocada involuntariamente pelo agora R.P. Rafael Lira Gutiérrez.
Quando, com o tempo, a identidade da terceira testemunha se tornou
inevitavelmente clara e veio à tona que tinha sido o R.P José de Jesús Becerra
Rodríguez, e foi-lhe pedido que explicasse o porquê tinha ficado calado sobre
algo tão grave e importante, causando inumeráveis danos e problemas com este
assunto, a única coisa que fez ante a pergunta, me parece recordar agora, foi
dizer algo como: “e...bem...”. esta foi – ou uma expressão equivalente
indefinida – toda sua resposta. O que equivale, pura e simplesmente, manter o
silêncio novamente. No entanto, devo acrescentar aqui, por razões de justiça
rigorosa, e numa certa quitação da responsabilidade do próprio Padre Beerra,
que tentou mais tarde - embora sob pressão - corrigir a sua falta esclarecendo o
assunto perante as autoridades da FSSPX por intermédio do R.P Giulio Tam33,
e a surpreendente resposta e “conselho” que recebeu do P. Tam foi calar-se
sobre a verdade, dizendo-lhe: Isto muda as coisas, acredito em ti,
mas não vai dizer nada porque não acreditarão em ti”. Assim terminou
naquele tempo a tentativa do R.P. Becerra de esclarecer[JS6] de tal confusão. Confusão que, a propósito,
persiste causando grades danos até aos dias de hoje.
Dirijo-me neste ponto com todo o respeito à S.E.R. Mons. Andrés Morello
para lhe pedir que lhe
peça ao R.P. José de Jesús Becerra Rodríguez34 que testemunhe o que
viu junto comigo e o R.P. Olmedo, já que
o silêncio desses Padres foi aproveitado pelo P. Schmidberger e sua equipe
para nos acusar a todos -incluindo o Ud.[JS7] Mons. Morello-, de caluniadores na crise do Seminário de La Reja. Silêncio
que foi aproveitado também pelo dito P. Schmidberger para deixar na mais completa impunidade o P. Faure e os
outros acusados na crise de La Reja. E o assunto não
acaba aí, pois o mais grave de tudo é que, se não dermos todos,
refiro-me ao R.P. Becerra-, nosso testemunho,
estarão em perigo muitíssimas almas de fiéis e sacerdotes, que fugindo da traição das autoridades da FSSPX vão
inocentemente procurar refúgio no agora
Mons. Jean Michel Faure. Não quero sobrecarregar a minha consciência com tal
coisa, com a agravante ademais de que
está em jogo grande parte do pouco que ainda resta da verdadeira Igreja Católica. S.E.R. Mons. Morello: Apesar de todas
as coisas e de todos os anos, sempre vos mantive em um alto conceito
e nunca deixastes de estar nas minhas intenções de Missas e em minhas
orações. Rogo-lhe que faça algo a respeito do agora tão necessário
testemunho público do R.P. Becerra35.
3° Quero finalizar este ponto sobre o que
testemunhamos na morte do pai do R.P. Faure pedindo aos que leiam isto que, se
tiverem a oportunidade de fazê-lo, pressionem aos Padre Ricardo Olmedo e José
de Jesús Becerra Rodríguez para testemunhar sob juramento se o que eu
disse é ou não verdade. Esclareço que se eu tenho indicado aqui estes padres
como testemunhas oculares do fato, juntamente comigo, é simplesmente porque
foram testemunhas oculares, e não porque eu tenha sua promessa de testemunhar o
que estou testemunhando. E como sei que por medo ou por alguma razão
podem calar-se ou negar-se a isso como já o fizeram no passado, me vejo
obrigado em consciência a dizer:
Convido os ditos Padres Ricardo Olmedo e José de Jesús Becerra
Rodríguez ao Juízo
de Deus, no caso de se recusarem novamente a dar o seu testemunho. Porque
não se pode trair impunemente o pouco que
ainda resta da verdadeira Igreja Católica com um silêncio culpado numa coisa tão profundamente grave e com tão
grandes consequências para a Santa Igreja
e as almas.
E que eu, de minha parte, juro por Deus que me há de julgar, consciente
de que terei que render estrita razão perante seu juízo divino e de que estou pondo em jogo a
salvação de minha alma, que é verdade que
fomos testemunhas do fato que acabo de narrar36, e que desafio o P. Faure e as outras testemunhas de tal
acontecimento, e a quem quer que seja, a manter -se ousarem,- sob
este mesmo e idêntico
juramento, que não se lembram, ou que
NÃO aconteceu o que eu aqui disse que viram,
pelo menos nas suas linhas mais importantes e fundamentais.
Mais do que isto não posso fazer, e espero não ter pregado aqui às
pedras do deserto. “Quem tem ouvido para ouvir, que ouça”. E se alguém precisa
esclarecer alguma coisa, que se comunique comigo diretamente. Estou à sua
disposição. Meu endereço e telefone estão no início deste documento: Esta
não é uma declaração anônima como é habitual nas difamações pela internet.
Peço pelo amor de Deus e da Santa Igreja a todos os sacerdotes,
religiosos e paroquianos que
tenham sido testemunhas destas e outras coisas semelhantes na Fraternidade São
Pio X ou na Igreja em geral, que tirem a
máscara ao inimigo dando seus testemunhos, que digam o que sabem, que testemunhem agora. Devemos
todos dizer a verdade. Se o fizermos, muitas almas se livrarão da perigosíssima cegueira do ceticismo e
da ignorância em que estão37. Considerem que incontáveis almas e a própria Igreja precisam de
nossos testemunhos.
Peço igualmente a todos os que leram isto que não se escandalizem nem
desanimem com tudo o que
disse aqui. Se nos mantivermos fiéis, estaremos seguros nas mãos de Deus,
aconteça o que acontecer. O próprio Cristo assim afirmou: "As minhas
ovelhas ouvem a minha voz, Eu conheço-as e elas
me seguem. E Eu lhes darei a vida eterna, e nunca perecerão, e ninguém as
arrebatará de minha mão"38.
Não admira que todas estas coisas aconteçam, as tribulações e provas
existiram na Santa
Igreja desde a sua fase do Antigo Testamento, onde já lemos como o Fundador e
Pai dos Carmelitas, o Santo Profeta Elias,
perseguido pelos inimigos da fé, terminou refugiando-se
numa caverna, onde Nosso Senhor lhe disse: "Que fazes aqui, Elias?"
Ele respondeu:
“Com grande zelo tenho defendido a causa de Deus, o Deus dos exércitos;
pois os filhos de Israel abandonaram sua aliança, derrubaram seus altares e
mataram os teus profetas com a espada; e eu fui deixado sozinho, e ele procuram
tirar-me a vida”.39 Que panorama mais desolador do que aquele que o Santo
Profeta contemplava nessa altura? Humanamente até então tudo parecia perdido, e
ainda hoje, depois de milhares de anos, todos somos testemunhas de que ainda
está de pé -embora em um passageiro eclipse-, a indestrutível40
Igreja de Cristo. Bem-aventurados os que permanecerem nela.
E agora despeço-me de voltar - espero em Deus - à
vida de claustro para o resto da minha vida.
Confio este testemunho ao Maternal e Imaculado
Coração de Nossa Mãe Santíssima do Carmo, para que possa iluminar as mentes e
suavizar os corações.
Que Deus abençoe a todos
nós.
Frei Juan de Jesús O.M.Carm |