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Denúncia Contra Dom Faure: Infiltrado Modernista!

  A verdade sobre Dom Faure, por R.P. Frei Juan de Jesús O.M.Carm.


Original em Espanhol: https://archive.org/details/carta-abierta-a-mons-williamson-comp

Arquivo de Dados sobre a Genealogia Judaica de Dom Faure, Dom Galarreta, Padre Calderón e demais Bispos e Padres envolvidos na Rede Internacional Judaica Infiltrada na FSSPX: https://archive.org/details/informacion-sobre-el-p.-faure

Tradução Portuguesa: https://archive.org/details/dossie-fraternidade-de-la-reja-recuperacao-automatica

Tradução Inglesa: https://archive.org/details/denounce-against-mons-faure-and-the-infiltration-in-the-tradition

Dom Williamson e Dom Faure

25 de abril de 2014

R.P. Frei Juan de Jesús O.M.Carm.

França 1262 Colônia Moderna.

C.P.44190 Tel. 33-12-04-86-57

Guadalajara Jalisco.México


À atenção de S.E.R. Dom Richard Williamson

Envio as minhas saudações à Vossa Excelência Reverendíssima, orando a Nosso Senhor Jesus Cristo para que vos guarde em abundantes bênçãos e boa saúde nestes tempos calamitosos.

Não sei se Vossa Excelência se lembra de mim, mas ouso, uma vez mais, dirigir-me novamente à Vossa excelência depois de lhe ter comunicado pessoalmente, há cerca de vinte e cinco anos, muitas informações sobre os graves eventos do Seminário de La Reja, na Argentina. Conheceis-me então como o abade Sergio Ruiz Vallejo, mas tendo abraçado desde então a vida religiosa carmelita, agora trago o nome de Frei Juan de Jesús.

Na Época, enviei as informações acima referidas não só à Vossa Excelência, mas também a todos os Superiores de distrito e do seminário da FSSPX a fim de solicitar deles que apoiem o meu pedido de um inquérito sobre as infiltrações no seio da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, especialmente no Distrito da América do Sul, e se necessário em toda a Irmandade. Infelizmente, apenas um dos meus destinatários respondeu: concedendo-me apenas o seu apoio espiritual, e outros - anos depois, portanto, demasiado tarde - deram-me a afirmação que o que afirmámos era verdadeiro e que tínhamos de avançar sem desencorajar. Mas eu já tinha sido expulso da Irmandade e não podia fazer mais nada a esse respeito. Ora, eu ouço com preocupação não só que os principais dentre aqueles que nós denunciamos, no caso do Seminário de La Reja e do Distrito da América Latina da época colaboraram com Vossa Excelência, mas também que vai ao ponto de considerar a consagração episcopal de um deles. É por todas estas razões que quebro o meu silêncio de vinte e cinco anos por esta carta aberta, tanto mais que já não estou de modo algum sujeito ao segredo canônico como estava na época.

Vossa Excelência, vejo-me obrigado, em boa consciência, a escrever-lhe novamente pelas mesmas razões, porque as pessoas em causa são as mesmas que daquela época. Escrevo-vos para vos pedir, pelo amor de Deus e pela vossa salvação eterna, que considere que se essa sagração ocorrer, ela poderá causar gravíssimos danos à Santa Igreja, e a todos os fiéis e sacerdotes que procuram escapar da traição dos Superiores da FSSPX procurando refúgio de vós.

Vossa Excelência teve conhecimento na época - eu pessoalmente me certifiquei disso - das graves acusações que pesavam sobre Jean-Michel Faure, então Superior do Distrito da América Latina, bem como sobre alguns dos seus associados, em particular o seu protegido, o abade Alvaro Calderón. Inexplicavelmente, estes - entre outros - foram defendidos por Franz Schmidberger, então Superior Geral, que espezinhou e violou impunemente de uma maneira incrível todos os procedimentos estabelecidos a título vinculativo no Código de Direito Canónico para o tratamento deste tipo de casos em que a fé ou a religião estão em risco¹.

Interroguei-me se a sua intenção de consagrar o interessado se devia ao facto de, com o passar dos anos, as informações em questão foram retiradas da sua memória, talvez solicitado por tantos destes casos graves que cabe a qualquer bispo ocupar-se. Se for este o caso, e se já não tiver na sua posse os documentos que lhe enviei na época, devo dizer-vos que ainda os possuo e que me ofereço para vos enviar novamente, se necessário.

É preciso que saiba que, se for necessário, tornarei público por todos os meios apropriados aquilo que me limitei a comunicar às autoridades competentes. Não há nenhuma ameaça à Vossa Excelência; desejo simplesmente informá-lo de que, se chegar a esse ponto, será apenas para cumprir o meu dever de avisar aos fiéis do perigo, para que saibam a quem entregam suas almas e as de seus filhos.

Peço perdão se nesta carta² o que quer que lhe tenha parecido impróprio ou desrespeitoso, ou ousado demais em relação ao seu estado e dignidade de bispo, porque nada poderia estar mais longe das minhas intenções. Só Deus e eu sabemos do que terei de prestar contas no dia da minha morte, e não quero acrescentar o fato de ter ficado em silêncio quando eu deveria ter falado.

Despeço-me de Vossa Excelência, pedindo-lhe que me conceda a sua bênção, e peço a Nossa Mãe, a Santíssima Virgem do Carmelo, que vos conduza pela mão sobre a caminho da eternidade.

Que Nosso Senhor vos ilumine


“Quem não se deixa vencer pela verdade, será vencido pelo erro”

-Santo Agostinho

Esta é uma declaração que necessariamente devo¹ tornar pública depois da minha carta aberta à  S.E.R Mons. Richard Williamson do dia 25 de abril de 2014², e por consequência da consagração episcopal do R.P. Jean Michel Faure.

O objetivo desta carta é cumprir o aviso que dei a S.E.R Mons. Williamson  de que se ele consagrasse o R.P Faure como bispo, eu seria obrigado a alertas às almas do perigo de tal consagração, tornando-a pública para às almas do perigo de tal consagração, e tornando público o que sei sobre o dito R.P Foure, que tem ao longo de sua trajetória coisas o suficientemente graves para desconfiar profundamente dele com sólido fundamento.

Quero começar dizendo que depois da dita carta aberta à S.E.R. Mons. Richard Williamson, não me estranhou em absoluto que não tenha havido por parte do clero uma resposta além de um profundo e cômodo silêncio, silêncio pior do que o silêncio que guardou o clero há 25 anos quando aconteceu a crise do Seminário de La Reja, Argentina, quando fizemos uma denúncia sobre a infiltração na FSSPX, crise que narro nesta carta. A razão de seu silêncio só o sabe eles e Nosso Senhor. Um silêncio pior, digo, porque há 25 anos, pelo menos, recebi uma carta de um superior do Distrito da Fraternidade dando-me o seu apoio moral, e a atitude do resto foi desaparecer ou calar apesar de que alguns tinham sido testemunhas de coisas muito graves. Deus os perdoe.

Hesitei muito entre a conveniência de escrever ou não o que digo aqui, duvidei seriamente sobre se teria alguma utilidade escrever estas coisas num ambiente onde por causa de tanta disputa e difamação existe uma profunda desconfiança e desorientação. Sei bem que estas coisas são difíceis e que você possa não dar crédito ao que eu vou dizer aqui. No entanto, eu faço porque Deus me concedeu ter bem claras duas coisas: a primeira, o entender que a verdade por sua própria natureza não leva à confusão, mas a dissipa, tudo é questão de tempo. E a segunda, o ter claro que assim como é impossível provar que o falso é verdadeiro, igualmente é impossível provar que o verdadeiro é falso. Assim, como o que digo aqui é verdade, infalivelmente o tempo confirmará a veracidade de minhas palavras. Mantenho-me, pois, aos tempos marcados por Deus.

Durante 25 anos, mantive-me em silêncio sobre o que vou agora dizer aqui, e agora estou a falar porque já não estou obrigado a guardar o segredo canônico como em outro tempo. Naqueles tempos só o denunciei quando o deveria ter feito - como era meu direito ³, e até minha obrigação grave 4 -, às autoridades correspondentes que foram responsáveis pela investigação e julgamento de assuntos tão delicados. Eu, pela minha parte, mantenho o estrito sigilo que, em tais circunstância, é exigido guardar no Código de Direito Canônico5.

Durante esse longo tempo, acreditei ingenuamente que o pesadelo das lutas vividas tratando de defender a minha antiga congregação6 que havia ficado definitivamente atrás e que eu poderia refugiar-me em Deus no claustro carmelitano. Mas agora vejo que foi apenas um tempo de descanso que Nosso Senhor me concedeu nesse assunto. Os acontecimentos atuais são tais que não posso, em consciência olhar para eles em silêncio e não fazer nada.

Tremo pela imensa responsabilidade que implica diante de Deus escrever estas coisas, mas tenho mais razões para temer pela minha alma se não o fizer. Peço a Nossa Senhora do Monte Carmelo que me proteja e me conceda a graça de cumprir com meu dever com veracidade, mas sobretudo com caridade para com todos, incluindo os nossos inimigos.

Rogo por amor de Deus para aqueles que lerem este artigo tentem lê-lo sem paixão ou preconceito. Peço-vos também que tenham paciência na leitura de algo que eu considero fundamental e que devo dizer primeiro com uma introdução. Algo que pode ajudar muito a ver as coisas desde a perspectiva em que eu as vivi.

Eu creio que a todos nós tem acontecido que temos visto sem olhar, para dizê-lo de outro modo, que temos vivido eventos sem perceber em absoluto a sua importância. Ou também nos acontece que, mesmo se conseguirmos perceber algo irregular no que estamos vivendo, porém não conseguimos entender coisas que nos parecem raras, sem sentido e até contraditórias. Mas vem a resultar finalmente que essas coisas que por um momento nos foram inexplicáveis e estranhas, com o passar do tempo, pouco a pouco durante dias, meses, ou mesmo anos-, acabam se esclarecendo. Todas as coisas, por mais obscuras, complicadas e confusas que sejam, com o tempo começam a clarear-se e a tomar sentido até tomar força de evidência, e termina um dizendo "...agora compreendo".

Quem não tem experimentado isso em sua vida? Isso aconteceu comigo também ao longo da minha vida clerical, em um caminho cheio de tão profundas provas como seminarista e sacerdote, que agora, quando olho para trás, agradeço a Nossa Mãe por me ter sustentado e impedido que eu tivesse perdido a fé com tantas decepções.

Quando ainda era um leigo, tinha ouvido dizer que havia infiltração na Santa Igreja e pensei ser muito claro a esse respeito. Eu pensei que era muito claro, mas uma coisa é ser esperto ou ler sobre isso em livros, e outra bem diferente é encontrá-lo e enfrentá-lo.

Quando entrei no seminário, embora aceitasse que a infiltração existia, considerei-a, no entanto, como um fenômeno distante e improvável na minha vida eclesiástica, e não só isso, quando parecia encontrá-lo, eu olhava aquilo com ceticismo e até com medo de cair no pecado de suspeitas e julgamentos temerários. No entanto, com o passar dos anos não me restou mais que aceitar que estava sendo testemunha de sua existência. A mesma coisa aconteceu a outros clérigos que testemunharam as mesmas coisas, tudo o que conduziu, logicamente, a um esforço comum de denunciar perante as autoridades eclesiásticas correspondentes sobre o que sabíamos.

Repito aqui o que disse antes, inicialmente víamos sem entender, e terminamos compreendendo o que víamos: A infiltração por sua própria natureza pertence a esses fenômenos muito incertos e confusos no início, mas com fatos acumulados ao longo do tempo terminam sendo perfeitamente claros.

Assim, com o passar dos anos na vida clerical, muitas coisas foram se esclarecendo e configurando até que ficou patente, não só para mim, mas também para outros sacerdotes e seminaristas que, por mais difícil que seja acreditar, havia uma verdadeira rede internacional composta de pessoas situadas entre o clero e os membros7 da FSSPX - a qual chamo  “A rede”-, que em contato entre eles sabotavam e dificultavam o trabalho da congregação em todos os níveis, trabalhando como uma equipe coordenada, que se tornou evidente porque as suas atividades não eram de forma alguma incoerentes ou erráticas - o que acontece quando os indivíduos atuam desligados entre si, e por atuar cada um por seu lado lhe falta unidade de ação e de objetivos-, mas que em conjunto foram claramente seletivos e de acordo com os seus objetivos, e tudo isso em claro interesses contrários aos da Igreja Católica. Para dizer de outro modo, com o tempo terminou sendo óbvio que tinham em comum uma linha doutrinal e de ação que era definitivamente anticatólica, completamente perigosa e destrutiva para a Igreja. E isto foi o que motivou nossa denúncia8 e a petição de uma investigação sobre a infiltração na Fraternidade Sacerdotal de São Pio x.

Um exemplo desta seletividade por parte deste grupo e que corresponde evidentemente a interesses anticatólicos é o que aconteceu na crise do seminário de La Reja, na Argentina, onde tais pessoas tentavam constantemente impedir que se falasse da existência de inimigos organizados contra a Igreja, sobretudo de impedir que se ensinasse isto a futuros sacerdotes em formação e tentaram ridicularizar a possibilidade de conspirações e da infiltração9 (e isto apesar da grande quantidade de documentos do ensino oficial da verdadeira Igreja Católica10 que manda ao mesmo tempo fazer conhecer11 e enfrentar12 estas coisas), e também tentaram impedir-nos de apontar pelo nome os inimigos concretos da Igreja, e queriam nos manter distraídos, ocupando somente no plano de uma luta puramente ideológica contra inimigos abstratos: O "liberalismo" e a "revolução",13 uma vez feito isto, então eles, que são os inimigos concretos, podem sem resistência alguma ter as mãos livres no plano concreto para despedaçar a Igreja. Por isso não podem tolerar que se ensinem estas coisas nos seminários. Isto é precisamente o que aconteceu no seminário de La Reja, onde não puderam suportar que se começasse a ensinar sobre a existência e ação concreta da maçonaria e menos ainda sobre a dos judeus anticristãos14 e eles por sua parte desencadearam uma perseguição nada abstrata e sim muito concreta contra os sacerdotes e clérigos que denunciavam os inimigos de Cristo, chamando-os pelo seu nome, e sobretudo contra os professores que, ao formar os futuros sacerdotes, lhes ensinavam claramente que na destruição do catolicismo há um elemento planejado, e que a infiltração do inimigo na Santa Igreja é uma das principais razões da crise atual da Igreja e da destruição do mundo cristão, sendo atualmente o exemplo mais notório da destruição sistemática da então Europa agonizante. O que é ensinado destas coisas nos seminários é algo que eles não podem tolerar e tratam de silenciá-lo a todo o custo.

Pela formação que se dava ali, o seminário de La Reja era um perigo para eles, por isso se dedicaram sem descanso, no que resultou o emprego de suas armas características: Ganhar a confiança para traí-la, fingimento e duplicidade, sabotagem e entorpecimento dissimulado das obras da Igreja, o desprestígio sistemático de seus inimigos e a causa ou fomento da divisão por meio de intrigas. Tudo isso foi colocado em prática até que finalmente eles conseguiram tomar o controle do seminário silenciando tal formação. Isto é, em suma, o que aconteceu no Seminário Nossa Senhora Corredentora de La Reja, Argentina15.

Nos acontecimentos anteriores, o R.P. Faure teve um papel decisivo como parte do grupo internacional que já mencionei antes. Por estas e outras razões que mencionarei depois foi que pedimos uma investigação desta rede de pessoas localizadas entre a paróquia e o clero16, e em especial que se investigasse o R.P. Faure.

Inúmeras vezes o R.P. Faure fez coisas pelas quais havia que ter um cuidado especial com ele, como ser um intrigante verdadeiramente temível, ouvir através das extensões conversas telefônicas de outros17 ou fazer coisas tais como esperar que um sacerdote estivesse rezando a Santa Missa ou expondo o Santíssimo Sacramento para entrar e revistar o quarto deste.

Uma coisa muito mais grave, e que fez em repetidas ocasiões, foi levar homossexuais como vocações sacerdotais aos seminários de La Reja na Argentina e ao seminário menor de El Passo, Texas, nos Estados Unidos. No entanto, em uma de suas viagens aos Estados Unidos, o P. Faure comentava que "no Seminário da Reja Argentina havia problemas de homossexualidade", mas se calando muito bem nessa ocasião que era ele mesmo quem levava ao seminário homens notoriamente18 afeminados para ingressá-los como seminaristas, os quais, não é de mais dizê-lo, terminavam depois expulsos pelo então Reitor do seminário, o R.P. Morello, por causar problemas com suas peculiares inclinações. O P.Faure causava o problema e logo o criticava utilizando-o contra o Seminário. Como pode explicar-se benignamente uma ação como esta? Temos que aceitar pelo menos a possibilidade de que poderiam ser verdadeiras técnicas de uma malícia extrema e refinada, além de muito eficaz19 para destruir sabotando e desprestigiando.

Fui testemunha igualmente de como, por meio de intrigas e o desprestígio sistemático, ele absorvia tudo o que podia de todas as obras da FSSPX em que a "A Rede" não estivesse o suficientemente presente. Assim o fez nas cidades de Cuernavaca, Guadalajara e Torreón no México, todas elas com uma grande paróquia em potencial na época. Sua sabotagem tornou-se tão clara que até paroquianos chegaram ao ponto de acusá-lo disso - estando ele mesmo presente - perante o Superior Geral, Franz Schmidberger, ou como aconteceu uma vez em Torreón, onde uma paroquiana tentou desesperadamente explicar a Mons. Bernard Fellay - que não falava espanhol -, de como o R.P. Faure "não queria que se fundasse um priorado nessa cidade".

É verdade que as intrigas e coisas como as anteriores podem ser devidas não só à infiltração, mas também ao maquiavelismo, que é fruto da miséria e ambição20 humana como acontece em muitos casos, mas, no entanto, no caso de R.P. Faure e seus amigos da "Rede", há fatos que não se podem explicar apenas com a simples ambição ou miséria humana.

Eu não creio que seja possível aceitar a versão de que coisas já ditas - e sobretudo as que vou dizer a seguir- sejam todas "coincidências" como incompreensivelmente as chamou o então Superior Geral, o P. Franz Schmidberger, quando falei pessoalmente com ele para lhe pedir uma investigação sobre a infiltração na Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Investigação que, o R.P. Schmidberger, com uma parcialidade assombrosa, recusou-se a realizar alegando que se tratava de ’’coincidência”, a tal ponto que o sacerdote agiu como tradutor na nossa entrevista, disse-me depois, escandalizado: "Eu tinha minhas dúvidas, mas depois disto já não as tenho".  Eu acuso o R.P. Schmidberger de ter se dedicado, contra toda a lei e razão, de defender os acusados de serem infiltrados apesar das abundantes testemunhas e acusações. As motivações pelas quais o R.P. Schmidberger agiu desta forma mantêm-se ocultas e impunes por agora, mas algum dia, nesta vida ou na outra, infalivelmente se saberão21.

“Coincidência”?

1° O R.P. Faure e suas viagens:

            O R.P. Faure partiria de viagem durante longas temporadas e ninguém sabia onde estava. Uma vez no México, disse-me que ia viajar e que se eu precisasse de algo o avisaria através de um de seus paroquianos de confiança da "A Rede", é claro-, e que tal pessoa seria a intermediaria em toda a comunicação entre ele e mim durante esse tempo. Além disto, embora isto seja muito secundário, obviamente é errado porque vai contra os procedimentos eclesiásticos, prejudicando a cadeia hierárquica de comando.

Fiquei muito preocupado quando uma vez descobri onde ele tinha estado numa das suas viagens. Aconteceu assim:

 Em uma de suas visitas ao México, o R.P. Faure, deixou por descuido seu passaporte sobre um móvel do quarto da casa onde estava hospedado, e uma das pessoas proprietárias da casa entrou no quarto onde estavam hospedando o R. P. Faure, e vendo o passaporte, o tomou e o verificou-o22 e afirma que havia carimbos no passaporte de sua estadia na União Soviética.

2° A morte do Sr. Faure:

Este é um fato de que fui testemunha ocular em companhia dos agora sacerdotes Ricardo Olmedo e José de Jesús Becerra Rodríguez - também testemunhas oculares -, no tempo em que ainda éramos seminaristas no Seminário de La Reja, na Argentina. Tal feito tem por suas características, implicações extremamente graves, especialmente porque foi nada menos que do Superior de Distrito da América Latina da FSSPX.

Naquele tempo eu era um dos seminaristas mais antigos do seminário - dos da primeira geração -, e o Reitor do seminário, o então R.P. Morello, mandou-me chamar ao seu escritório, e disse-me quase textualmente o seguinte: "O pai do P. Faure faleceu. Quero que vá à casa do P.Faure e diga-lhe de minha parte que me mande dizer se necessita de alguma coisa para que se proporcione o seminário e que a capela do seminário está à sua disposição". E como eu não podia ir sozinho, nomeou dois outros novos seminaristas para me levarem, estes eram os já mencionados Padres Ricardo Olmedo y José de Jesús Becerra Rodríguez23.

Saímos, pois, do seminário, e quando chegamos à casa do P.Faure se aproximava o final da tarde, mas o sol ainda brilhava. Batemos à porta e saiu o R.P. Faure, e depois de dar-lhe brevemente os nossos pêsames, lhe transmiti a mensagem: O P. Morello lhe manda dizer que se necessita de alguma coisa o mande dizer comigo e que a capela do seminário está à sua disposição". E ele: "Não, obrigado, tenho tudo o que preciso".

Devo dizer que ele não nos convidou a entrar a sua casa em nenhum momento, até este ponto tudo estava sendo realizado no exterior da casa. A situação era muito desconfortável, uma vez que nestas circunstâncias o costume cristão é ir para as casas para rezar pelos defuntos, e ele não nos estava convidando a entrar para rezar por seu pai. Por esta razão, eu não sabia o que fazer porque por um lado me envergonhava obrigá-lo a convidar-me a entrar, e por outro lado, me envergonhava também ir sem fazer oração pela alma do falecido pai do meu superior distrital. E das duas opções optei pela qual julguei mais caridosa e disse-lhe: "Padre, podemos entrar e rezar algo pelo seu pai? O padre hesitou notoriamente alguns instantes diante da pergunta e por fim disse: “Bem...sim...vamos”24.

-Então o seguimos, e entrando na casa ao lado esquerdo, havia uma espécie de espaço ou quarto de tamanho entre pequeno e médio em que não me lembro de ter visto janelas, no centro da qual o falecido estava colocado.

-A cena era de uma austeridade extraordinária, e tão estranha, que nós os três seminaristas ficamos de pé olhando aquilo com assombro, e então o P. Faure nos fez reagir, dizendo ao ajoelhar-se: "Bem... vamos rezando umas aves Marias..."

-Nos ajoelhamos também e respondemos, creio, três Ave-Marias e um Glória. imediatamente nos despedimos e voltamos ao seminário.

-Quero acrescentar ainda, que não vimos ninguém mais na casa, só vimos ali o P.Faure e o defunto, e se havia mais pessoas lá, estas mantiveram-se todo o tempo fora de nosso alcance.

-O que presenciamos: Junto aqui três desenhos do que vimos, e começo dizendo que o defunto que mais me impressionou na minha vida foi este, tinha uma cor impressionantemente desagradável, como se fosse feito de borracha, e isso me pareceu porque tinha alguma maquiagem. Tinha posto um traje, e tinha bandagens à volta do pescoço25 e estas subiam por sua cabeça e deixavam à vista só o rosto; me chamaram muito a atenção suas mãos -que também estavam à vista-, as quais tinham muito juntas suas munhecas, que aparentemente estavam atadas entre si com faixas perfeitamente visíveis fora das mangas do casaco, e tinha os dedos firmemente entrelaçados. Suas mãos repousavam sobre o tronco do corpo. Nos pés tinha meias, e pelo ângulo em que eu estava, se tivesse ataduras nos tornozelos não as pude ver. Ele foi colocado em uma espécie de caminha ou mesinha de madeira desnuda, quase a largura e comprimento do corpo, de aproximadamente 30cm de altura, que me pareceu ser completamente nova, e não tinha nenhum acabamento de corante, laca ou verniz, apenas a madeira limpa trabalhada em forma de mesa. O defunto estava posto diretamente sobre a madeira de tal mesinha ou caminha sem nenhuma colcha ou mesmo um lençol. Não havia crucifixo, nem velas nem imagens ou qualquer coisa católica, o que é indispensável na casa de um sacerdote, especialmente porque ele próprio nos havia dito que tinha tudo o que precisava e que não necessitava de nada. Quero salientar que o defunto nem sequer tinha um Cristo ou um Rosário nas suas mãos: NADA. As paredes estavam totalmente desnudas, e estavam encostadas ao longo de três delas uma espécie de pequenos bancos muito curiosos em forma de caixas largas, e desconfortavelmente baixinhas – também com cerca de 30 cm de altura-, e sem profundidade; estes pequenos bancos não tinham pés nem encosto e tinha na parte superior uma espécie de coberta ou almofada muito fina de cor verde. Isto era tudo o que havia ali: O morto, a mesa e os bancos. Não havia mais nada ali.


Todos podem facilmente verificar por si mesmos nas bibliotecas e na internet que estas práticas, sobretudo quando se dão juntas, são típica e inconfundivelmente judaicas, tais como:

1)      O uso de uma espécie de mesinha ou maca muito austera sobre a qual o defunto é posto.

2)      As mãos juntas com as munhecas atadas uma com outra com faixas.

3)      A cabeça enfaixada para que não se abra a mandíbula.

4)      A ausência total de imagens.

5)      O uso de assentos incomuns e desconfortavelmente baixos.

6)      Os pés virados para a entrada

O R.P. Faure sempre negou absolutamente que este fato tenha acontecido. E quanto mais ele nega este fato e quanto mais mente sobre ele, mais evidente se torna para mim que algo muito grave e mal oculta, se não, então por que tanto interesse em calá-lo? Por que negar e mentir tanto a respeito durante tantos anos? Sua persistência em mentir negando-o não fez outra coisa que me confirmar cada vez mais de que o que vimos era algo muito grave que ele tem grande interesse em esconder. Quem se atreveria negar, que ante coisas assim, era completamente necessário pedir uma investigação, sobretudo se o responsável por fatos tão graves era nada menos que o Superior do Distrito da América Latina da FSSPX?

Nesse tempo, não disse nada ao R.P. Morello sobre o que tínhamos visto, e a razão disso foi porque, apesar do raro fato, pensei ignorantemente que era um costume francês ou dos franceses da Argélia26, ou algo do gênero, evidentemente não entendemos então o que tínhamos visto. Só com o passar dos anos e pela persistente e forte impressão que tinha de que o que tínhamos presenciado era algo de ordem religiosa não católica, eu comecei a perguntar e a investigar tentando compreender o que tínhamos visto. E consegui obter informações muito preocupante sobre as práticas funerárias judias, a tal ponto, que viajei pela primeira vez à Suíça para comunicar ao próprio Fundador da nossa Congregação, D. Lefebvre, sobre o que tínhamos presenciado na casa do R.P. Faure.

E quando já estava no seminário de Ecône, na Suiça – que era onde estava Mons. Lefebvre – me encontrei ali com um grande amigo de juventude no México, o R.P. José Oscar Neri, que me perguntou o motivo da minha viagem, e eu lhe contei então o que ia fazer e o que tínhamos testemunhado na casa do R.P Faure. O R.P Neri compreendeu imediatamente a gravidade do assunto e me disse: “Não vás dizer nada disto a Mons. (Lefebvre), ouça-me, ele não vai acreditar em ti. Monsenhor confia muito no P. Faure, espere, não lhe diga ainda, espere o momento oportuno, se lhe disser agora, ele não acreditará em ti e vai ser contraproducente.” Suas razões me convenceram, e por incrível que pareça, regressei ao México sem tratar do assunto com o nosso Padre e Fundador. Este foi em resumo minha primeira viagem.

Não muito tempo depois, e tendo em conta os acontecimentos alarmantes que continuaram a ocorrer na América do Sul, decidi voltar a Ecône pela segunda vez para discutir o assunto de uma vez por todas com Mons. Lefebvre, mesmo sabendo perfeitamente que era quase certo que não ia acreditar em mim. Então felizmente me ocorreu a ideia de pedir ajuda ao sacerdote em que mais confiava: O R.P. Morello. Nessa altura, já tinham conseguido que o R.P. Morello fosse removido de seu cargo de reitor do seminário de La Reja e havia sido transferido para o Priorado de Santiago do Chile - creio -, como Prior.

Então liguei para o Chile, entrei em contato com o P. Morello e lhe disse que estava prestes a viajar para Suíça para falar com Mons. Lefebvre e que eu estava em necessidade imperiosa de que alguém de confiança me acompanhasse e que dominasse o suficiente o idioma francês e que ele era a pessoa ideal, além de ter também a vantagem inestimável de ter sido testemunha de muitas coisas que precisavam ser denunciadas. A resposta dele foi que estava disposto a ir, mas que antes tinha que pedir permissão para poder viajar a Europa. Pediu tal permissão pois, alegando razões graves, e esta permissão lhe foi concedida aparentemente, graças à intervenção direta do próprio Mons. Lefebvre27.

Viajei então a Buenos Aires e de lá para o Chile, foi então quando lhe contei oralmente[JS1]  o que tinha presenciado anos atrás quando me enviou para casa do R.P. Faure para lhe dar a sua mensagem28 e como tudo isso correspondia aos costumes judaicos, além de que não há nenhuma religião em França com práticas similares exceto a judaica. Posteriormente, também lhe forneci cópias de alguns livros onde se fala de práticas como estas nas diferentes seitas judaicas - cópias que aparentemente ainda conserva -. De Santiago no Chile partimos para Buenos Aires de onde tomamos o voo rumo a Madri e de lá à Suíça (ver nos documentos anexos).

Na nossa entrevista, Mons. Lefebvre não escondeu sua preocupação ante a gravidade das acusações e da situação. Escutou atentamente o referente ao que vi na morte do pai do R.P. Faure e disse que havia que apresentar um relatório de tudo aquilo por escrito ao R.P. Schmidberger que era então o Superior Geral da congregação.

A posterior atuação do R.P. Schmidberger ante nossas denúncias superou nossos piores temores, já que se dedicou abertamente a defender com assombrosa parcialidade aos acusados, violando flagrantemente tudo o que o Código de Direito Canônico manda observar em casos tão graves como estes, por exemplo:

1° Violou o juramento que exige fazer o Código de Direito Canônico em toda investigação. Como consta no cânon 1941 parágrafo 2 o qual manda: "O inquisidor tem as mesmas obrigações que os juízes ordinários. E em especial, deve prestar juramento de guardar segredo e de cumprir fielmente seu ofício..." Deve-se advertir que no caso de ter feito tal juramento, o P. Schmidberger cometeu perjúrio já que violou de forma flagrante e pública o sigilo canônico e no caso de não ter feito este juramento, então foram ilegais seus atos e inválidas as suas consequências.

2° Violou o sigilo canônico dando a conhecer oralmente[JS2]  e por escrito, ao redor do mundo inteiro, muitas coisas reservadas e dando os nomes dos acusados e dos denunciantes, o qual vai diretamente contra o cânon 1943, que manda claramente: “A inquisição sempre deve ser secreta e deve ser praticada com máxima cautela, para que o relato do crime não se espalhe nem se ponha em perigo o bom nome de ninguém”. 

3° Ignorando os testemunhos e provas apresentados e recusando-se mesmo a ouvir as testemunhas, apesar de nós, os denunciantes, termos cumprido o mandado no cânon 1937 que diz: "Aquele que denuncia um crime deve fornecer ao procurador os meios para provar o mesmo crime".

4° O P. Schmidberger sustentou que "ele mesmo fez a investigação", o que vai diretamente contra o cânon 1941 parágrafo 3, o qual manda: "O INQUISIDOR NÃO PODE ATUAR COMO JUIZ NO MESMO CASO".

            No âmbito de todas estas violações do Código de Direito Canónico, o R.P Schmidberger iniciou uma verdadeira campanha em todo o mundo defendendo os acusados de "A Rede" e inverteu as coisas por completo cometendo todo tipo de injustiças, e transformando os acusadores em acusados, dedicou-se a difamar-nos aos denunciantes apresentando-nos publicamente como parte de "um complô de caluniadores contra a unidade da FSSPX"29 alegando "provas que ele tinha", provas que certamente ninguém jamais viu. Proibiu que os denunciantes de comunicarem uns com os outros mesmo sob pena de expulsão, e se dedicou a nos desmantelar, impondo-nos silêncio por "obediência" e nos isolando-nos, mandando-nos afastar uns dos outros. Mas o mais assombroso foi sua feroz defesa de todos os acusados, tornando-os intocáveis, mesmo aqueles denunciados por problemas de imoralidade, como foi no caso de Carlos Urrutigoity – um modernista e membro da "A Rede", que denunciamos pela sua homossexualidade-, que foi defendido também pelo P. Calderón e a sua família, os quais intercederam fortemente por ele juntamente com Mons. De Galarreta. A posterior atuação de Urrutigoity e os escândalos que vem dando desde dos E.U.A até a América do Sul - incluindo entre os modernistas -,30 mostram que nossas denúncias e advertências sobre Urrutigoity também eram verdadeiras.

            Em vista da má disposição demonstrada pelo P. Schmidberger no seu flagrante desprezo do Direito Canônico e a grande quantidade de falsidades de sua versão oficial do problema,31 me vi obrigado -a fim de desmascará-lo e a seus cúmplices o quanto antes para as principais autoridades da FSSPX[JS3] -, para enviar pessoalmente, pela DHL, cerca de vinte encomendas[JS4]  para todo o mundo dirigidas aos principais superiores da FSSPX - incluído, entre eles, Mons. Richard Williamson, cada encomendas continha mais de um quilograma de depoimentos, provas e até gravações onde se pode ouvi-los dizendo todos os tipos de falsidades e violar o Código de Direito Canônico (ver a fotografia do conteúdo nos documentos anexos) e, no entanto, a reação da maioria a todas essas informações e provas foi nula, e apenas um deles, o então Superior de Distrito dos Estados Unidos o R.P. Francois Laisney - que Deus o abençoe -, me respondeu caritativamente com evidente boa intenção, pedindo-me que me submetesse humildemente e guardar silêncio imitando a Nosso Senhor32. No entanto, isso não era possível, já que submeter-se e guardar silêncio ante essa mentira que apresentava aos acusados de infiltração como inocentes caluniados e os fiéis à Santa Igreja como caluniadores implicava, falando pura e simplesmente: tornar-se cúmplice de uma mentira  e de uma calúnia monstruosas, e ao mesmo tempo aceitar publicamente como verdadeira tal mentira e calúnia oficial como as trinta moedas de prata a serem pagas como preço da nossa permanência na congregação. Não se pode guardar um traidor e só na aparência de um "virtuoso" silêncio diante da destruição da Igreja. Evidentemente não era possível, em consciência, seguir esse conselho, por muito bem intencionado que fosse, porque é heróico e virtuoso permanecer em silêncio quando o mal que se sofre é pessoal, mas não quando a Igreja ou o bem comum são os que estão em jogo.

            Me pergunto juntamente com os outros que acabamos por sair da FSSPX pelo "crime" de tentar defendê-la: Por que o R.P. Schmidberger e os seus fizeram todas estas coisas? Talvez ninguém vai saber com certeza nesta vida, além disso, o coração humano está cheio de obscuridades dentro das quais só Deus pode ver. O que eu estou dizendo aqui sobre eles não é motivado pelo desejo de vingança - não lhes guardo pessoalmente rancor -, mas digo devido às necessidades presentes da Santa Igreja. Que Deus tenha piedade de suas almas e da minha.

            Quero acrescentar, para terminar este tema, que poucos anos depois destes acontecimentos, alguém que estava de passagem pelo México nos transmitiu uma mensagem verbal da parte de dois sacerdotes -cujos nomes não devo dizer agora, que tinham estado contra nós na crise do Seminário de La Reja, e a sua mensagem, tão breve como eloquente, era a seguinte: "Vocês tinham razão, sigam em frente, não desanimem, o que estão fazendo é de Deus". Devo dizer aqui a esses dois sacerdotes - se é que chegam a ler este escrito[JS5] - que foi para mim uma grande alegria e um grande conforto receber a sua mensagem e que eu estive por muitos anos com o desejo de saber o que lhes abriu os olhos e acho que seria de grande valor para a Santa Igreja e as almas que, diante dos acontecimentos presentes, dessem o seu testemunho e dissessem como ficaram desiludidos.

 

ALGUNS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS

 

1° Jamais disse que o Sr. Faure teve um enterro judeu, como o Sr. Faure tem repetido maliciosamente ao longo de muitos anos para confundir. O que eu disse e continuo mantendo, é que EM SUA CASA - ou seja, ANTES das cerimônias católicas e o enterro que se realizaram DEPOIS -, vimos algo que não tinha nada de católico. O que quer que tenha acontecido depois no seminário ou no cemitério são coisas muito diferentes.

2° Houve uma confusão sobre a identidade de uma das testemunhas, confusão que causou muitos problemas e que continua a causá-los até hoje, a qual foi provocada involuntariamente pelo agora R.P. Rafael Lira Gutiérrez.

Quando fiz a denúncia, eu não podia lembrar quem havia sido a terceira testemunha além do então seminarista Ricardo Olmedo e eu, e por mais que eu me esforçasse e perguntasse, não conseguia descobrir. Mas por causa de uma confusão causada pelo P.Lira, todos pensávamos que tinha sido ele. A verdadeira terceira testemunha tinha sido o então seminarista José de Jesus Becerra Rodríguez que depois, sendo já sacerdote, por medo e para não se comprometer - creio eu, porque o conheço bem -, faltou no seu dever de dizer o que tinha visto e aproveitou a confusão causada pelo P. Lira para silenciar, como um sepulcro, que ele tinha sido a verdadeira terceira testemunha na discussão, causando gravíssimos problemas com seu silêncio.

Quando, com o tempo, a identidade da terceira testemunha se tornou inevitavelmente clara e veio à tona que tinha sido o R.P José de Jesús Becerra Rodríguez, e foi-lhe pedido que explicasse o porquê tinha ficado calado sobre algo tão grave e importante, causando inumeráveis danos e problemas com este assunto, a única coisa que fez ante a pergunta, me parece recordar agora, foi dizer algo como: “e...bem...”. esta foi – ou uma expressão equivalente indefinida – toda sua resposta. O que equivale, pura e simplesmente, manter o silêncio novamente. No entanto, devo acrescentar aqui, por razões de justiça rigorosa, e numa certa quitação da responsabilidade do próprio Padre Beerra, que tentou mais tarde - embora sob pressão - corrigir a sua falta esclarecendo o assunto perante as autoridades da FSSPX por intermédio do R.P Giulio Tam33, e a surpreendente resposta e “conselho” que recebeu do P. Tam foi calar-se sobre a verdade, dizendo-lhe: Isto muda as coisas, acredito em ti, mas não vai dizer nada porque não acreditarão em ti”. Assim terminou naquele tempo a tentativa do R.P. Becerra de esclarecer[JS6]  de tal confusão. Confusão que, a propósito, persiste causando grades danos até aos dias de hoje.

Dirijo-me neste ponto com todo o respeito à S.E.R. Mons. Andrés Morello para lhe pedir que lhe peça ao R.P. José de Jesús Becerra Rodríguez34 que testemunhe o que viu junto comigo e o R.P. Olmedo, já que o silêncio desses Padres foi aproveitado pelo P. Schmidberger e sua equipe para nos acusar a todos -incluindo o Ud.[JS7]  Mons. Morello-, de caluniadores na crise do Seminário de La Reja. Silêncio que foi aproveitado também pelo dito P. Schmidberger para deixar na mais completa impunidade o P. Faure e os outros acusados na crise de La Reja. E o assunto não acaba aí, pois o mais grave de tudo é que, se não dermos todos, refiro-me ao R.P. Becerra-, nosso testemunho, estarão em perigo muitíssimas almas de fiéis e sacerdotes, que fugindo da traição das autoridades da FSSPX vão inocentemente procurar refúgio no agora Mons. Jean Michel Faure. Não quero sobrecarregar a minha consciência com tal coisa, com a agravante ademais de que está em jogo grande parte do pouco que ainda resta da verdadeira Igreja Católica. S.E.R. Mons. Morello: Apesar de todas as coisas e de todos os anos, sempre vos mantive em um alto conceito e nunca deixastes de estar nas minhas intenções de Missas e em minhas orações. Rogo-lhe que faça algo a respeito do agora tão necessário testemunho público do R.P. Becerra35.

3° Quero finalizar este ponto sobre o que testemunhamos na morte do pai do R.P. Faure pedindo aos que leiam isto que, se tiverem a oportunidade de fazê-lo, pressionem aos Padre Ricardo Olmedo e José de Jesús Becerra Rodríguez para testemunhar sob juramento se o que eu disse é ou não verdade. Esclareço que se eu tenho indicado aqui estes padres como testemunhas oculares do fato, juntamente comigo, é simplesmente porque foram testemunhas oculares, e não porque eu tenha sua promessa de testemunhar o que estou testemunhando. E como sei que por medo ou por alguma razão podem calar-se ou negar-se a isso como já o fizeram no passado, me vejo obrigado em consciência a dizer:

Convido os ditos Padres Ricardo Olmedo e José de Jesús Becerra Rodríguez ao Juízo de Deus, no caso de se recusarem novamente a dar o seu testemunho. Porque não se pode trair impunemente o pouco que ainda resta da verdadeira Igreja Católica com um silêncio culpado numa coisa tão profundamente grave e com tão grandes consequências para a Santa Igreja e as almas.

E que eu, de minha parte, juro por Deus que me há de julgar, consciente de que terei que render estrita razão perante seu juízo divino e de que estou pondo em jogo a salvação de minha alma, que é verdade que fomos testemunhas do fato que acabo de narrar36, e que desafio o P. Faure e as outras testemunhas de tal acontecimento, e a quem quer que seja, a manter -se ousarem,- sob este mesmo e idêntico juramento, que não se lembram, ou que NÃO aconteceu o que eu aqui disse que viram, pelo menos nas suas linhas mais importantes e fundamentais.

Mais do que isto não posso fazer, e espero não ter pregado aqui às pedras do deserto. “Quem tem ouvido para ouvir, que ouça”. E se alguém precisa esclarecer alguma coisa, que se comunique comigo diretamente. Estou à sua disposição. Meu endereço e telefone estão no início deste documento: Esta não é uma declaração anônima como é habitual nas difamações pela internet.

Peço pelo amor de Deus e da Santa Igreja a todos os sacerdotes, religiosos e paroquianos que tenham sido testemunhas destas e outras coisas semelhantes na Fraternidade São Pio X ou na Igreja em geral, que tirem a máscara ao inimigo dando seus testemunhos, que digam o que sabem, que testemunhem agora. Devemos todos dizer a verdade. Se o fizermos, muitas almas se livrarão da perigosíssima cegueira do ceticismo e da ignorância em que estão37. Considerem que incontáveis almas e a própria Igreja precisam de nossos testemunhos.

Peço igualmente a todos os que leram isto que não se escandalizem nem desanimem com tudo o que disse aqui. Se nos mantivermos fiéis, estaremos seguros nas mãos de Deus, aconteça o que acontecer. O próprio Cristo assim afirmou: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, Eu conheço-as e elas me seguem. E Eu lhes darei a vida eterna, e nunca perecerão, e ninguém as arrebatará de minha mão"38.

Não admira que todas estas coisas aconteçam, as tribulações e provas existiram na Santa Igreja desde a sua fase do Antigo Testamento, onde já lemos como o Fundador e Pai dos Carmelitas, o Santo Profeta Elias, perseguido pelos inimigos da fé, terminou refugiando-se numa caverna, onde Nosso Senhor lhe disse: "Que fazes aqui, Elias?" Ele respondeu:

“Com grande zelo tenho defendido a causa de Deus, o Deus dos exércitos; pois os filhos de Israel abandonaram sua aliança, derrubaram seus altares e mataram os teus profetas com a espada; e eu fui deixado sozinho, e ele procuram tirar-me a vida”.39 Que panorama mais desolador do que aquele que o Santo Profeta contemplava nessa altura? Humanamente até então tudo parecia perdido, e ainda hoje, depois de milhares de anos, todos somos testemunhas de que ainda está de pé -embora em um passageiro eclipse-, a indestrutível40 Igreja de Cristo. Bem-aventurados os que permanecerem nela.

 E agora despeço-me de voltar - espero em Deus - à vida de claustro para o resto da minha vida.

Confio este testemunho ao Maternal e Imaculado Coração de Nossa Mãe Santíssima do Carmo, para que possa iluminar as mentes e suavizar os corações.

 

Que Deus abençoe a todos nós.


Frei Juan de Jesús O.M.Carm

 “Dulce est mori pro Ecclesia Domini”


DOCUMENTOS ANEXOS

O R.P Morello e eu em Ecône, Suiça



Prova de que estive em Ecône nas Consagrações episcopais: Nesse dia esteve ali presente Don Sixto de Bourbon irmão do então Rei da Espanha Juan Carlos de Bourbon. (Eu estou à direita de Don Sixto e à esquerda do Sr. Don José Ramón García Llorente).








“Todos os que militam sob esta bandeira, Não durmas, não durmas, Pois não há paz Na terra”

                                                                                                                    Sta. Teresa de Jesus


INFORMAÇÃO SOBRE

MONS. JEAN MICHEL FAURE

E AMIGOS

 

EM APOIO DE MINHA RECENTE DENUNCIA PÚBLICA CONTRA A CONSAGRAÇÃO ESPISCOPAL DO P. JEAN MICHEL FAURE POR INFILTRAÇÃO NA SANTA IGREJA CATÓLICA

 

 

POR P.  FREI JUAN DE JESÚS O.M.CARM. (P. SERGIO RUI\ VALLEJO).

 

 

ESTA DOCUMENTAÇÃO É APRESENTADA SEM COMENTÁRIO ALGUM, TUDO ISTO PROVÊM DE FONTES VERIFICÀVEIS E REGISTRADAS AQUI MESMO.  A AVALIAÇÃO SOBRE A INFORMAÇÃO AQUI PROPORCIONADA CABE AO LEITO FAZÊ-LA.